Segurança na radiologia: avanços na redução da exposição à radiação
Postado em: 03/10/2025

A Radiologia é uma especialidade médica essencial para diagnósticos rápidos e precisos, mas ainda desperta dúvidas sobre a segurança dos exames, especialmente no que diz respeito à exposição à radiação.
É muito comum pacientes perguntarem, por exemplo: “Esse exame faz mal?”, “Não estou me expondo demais?”.
Essas preocupações são legítimas — e é justamente por isso que os avanços na área têm se concentrado cada vez mais em tornar os exames não apenas eficazes, mas também seguros.
Hoje, graças à evolução tecnológica e aos protocolos de proteção cada vez mais rígidos, a radiologia está mais segura do que nunca.
Entenda a seguir como a quantidade de radiação utilizada nos exames é cuidadosamente controlada, e como os aparelhos modernos conseguem captar imagens com doses mínimas, sem comprometer a qualidade do diagnóstico!
Quais exames de radiologia utilizam radiação?
Nem todos os exames realizados na“Radiologia” envolvem exposição à radiação.
É importante diferenciar os métodos de imagem, pois alguns são completamente seguros nesse aspecto. No entanto, os exames que utilizam radiação ionizante são cuidadosamente indicados e monitorados por médicos especialistas. São exemplos:
- Radiografias (ou raios-X): usadas para avaliar ossos, tórax, abdome, entre outros;
- Mamografias: fundamentais no rastreamento e diagnóstico do câncer de mama;
- Tomografias computadorizadas: oferecem imagens detalhadas de órgãos internos;
- Fluoroscopia e histerossalpingografia: utilizadas em exames funcionais e ginecológicos.
Todos esses exames seguem diretrizes de segurança internacionais. O princípio é sempre o mesmo: usar a menor dose possível de radiação para obter o máximo de informação clínica.
O que mudou com as novas tecnologias para tornar os exames mais seguros?
Uma das maiores conquistas da radiologia nos últimos anos foi a redução significativa da dose de radiação necessária para realizar os exames.
Isso se deve principalmente ao aprimoramento dos equipamentos e ao uso de softwares inteligentes que otimizam a imagem com menos exposição.
São alguns dos avanços notáveis na radiologia:
- Equipamentos digitais substituíram os analógicos, melhorando a eficiência e reduzindo a radiação.
- Protocolos personalizados de dose são ajustados para o biotipo e idade do paciente.
- Softwares com inteligência artificial ajudam a captar imagens com mais nitidez e menos ruído.
Na prática, isso significa que um exame de mamografia feito hoje utiliza uma dose de radiação menor do que há 10 anos — e com uma imagem muito mais precisa.
Isso traz mais tranquilidade, especialmente para pacientes que precisam de acompanhamento muito frequente, como é o caso de quem está em tratamento oncológico ou em rastreamento regular.
Como os profissionais garantem que a exposição à radiação seja a menor possível?
Na rotina da radiologia, seguimos o princípio ALARA (As Low As Reasonably Achievable), que em português significa “tão baixo quanto razoavelmente possível”.
Isso quer dizer que fazemos de tudo para que a dose de radiação seja sempre a menor necessária, sem perder a qualidade da imagem.
São alguns recursos da radiologia:
- Utilização de protetores de chumbo em áreas sensíveis (como tireoide e abdômen).
- Indicação criteriosa dos exames, evitando exames desnecessários ou repetitivos.
- Treinamento contínuo das equipes para seguir protocolos atualizados de segurança.
Além disso, exames que não utilizam radiação — como a ultrassonografia e a ressonância magnética — são sempre priorizados quando são capazes de responder à mesma dúvida clínica.
Isso é especialmente importante em gestantes, crianças e mulheres em idade fértil.
Existe risco cumulativo por fazer vários exames ao longo da vida?
Essa é uma dúvida muito comum e compreensível.
De fato, a radiação tem um efeito cumulativo ao longo da vida, mas é importante contextualizar: a quantidade de radiação em exames médicos é muito pequena quando comparada, por exemplo, à exposição natural que temos diariamente no ambiente (como do sol ou de viagens aéreas).
A dose de uma radiografia simples é equivalente a poucas horas de exposição solar.
Tomografias e mamografias também seguem limites seguros estipulados por órgãos de saúde.
O benefício de um diagnóstico precoce e correto supera amplamente o risco da exposição controlada.
O mais importante é que os exames de radiologia sejam bem indicados e acompanhados por profissionais habilitados.
Na minha prática, cada paciente é orientado de forma individualizada, com transparência sobre os riscos e benefícios envolvidos. Entre em contato e agende um horário para fazer seus exames com conforto e segurança!
Dra. Flávia Mansur Starling
CRM: 105273 MG l 210663 SP
RQE: 64901 MG l 131321 SP