Histerossalpingografia: o que é, como é feita e quando o médico indica na investigação de infertilidade

Postado em: 08/05/2026

Histerossalpingografia: o que é, como é feita e quando o médico indica na investigação de infertilidade

Receber a indicação de uma histerossalpingografia pode gerar dúvidas — e até certa apreensão. O nome é pouco conhecido, o exame envolve o útero e as trompas, e muitas mulheres não sabem o que esperar.

Entender o exame antes de realizá-lo ajuda a enfrentar esse momento com mais segurança. Neste artigo, você vai descobrir o que é a histerossalpingografia, como é realizada, se causa desconforto, como se preparar e o que o resultado pode revelar na investigação da infertilidade.

Se você está passando por essa etapa, continue a leitura para esclarecer suas dúvidas.

O que é a histerossalpingografia e para que serve?

A histerossalpingografia é um exame radiológico que avalia a cavidade uterina e as trompas de Falópio. É um dos principais recursos utilizados na investigação da infertilidade feminina, especialmente quando há suspeita de obstrução das trompas.

Como o exame avalia útero e trompas

Durante o exame, um contraste iodado é introduzido pelo colo do útero e percorre a cavidade uterina até as trompas. Com o auxílio de imagens radiológicas em tempo real, é possível acompanhar o trajeto desse contraste — e verificar se ele flui livremente até a cavidade abdominal, o que indica trompas abertas.

Quando o ginecologista costuma indicar

O exame é frequentemente solicitado em casos de:

  • Infertilidade após 12 meses de tentativa sem sucesso (ou 6 meses, para mulheres acima de 35 anos);
  • Suspeita de obstrução tubária;
  • Avaliação prévia a procedimentos de reprodução assistida.

Quais sintomas ou situações levam à suspeita de obstrução das trompas?

Um ponto importante: muitas mulheres com obstrução das trompas não apresentam sintomas específicos. A alteração pode ser descoberta justamente durante a investigação de infertilidade.

Infertilidade sem causa aparente

Quando as tentativas de gravidez não resultam em sucesso, as trompas são uma das primeiras estruturas investigadas. Isso porque uma obstrução tubária impede o encontro do óvulo com o espermatozoide, inviabilizando a fertilização de forma natural.

Histórico que aumenta o risco de alteração tubária

Alguns fatores elevam a probabilidade de alterações nas trompas, como:

  • Histórico de infecção pélvica;
  • Endometriose;
  • Cirurgias abdominais ou pélvicas anteriores;
  • Gravidez ectópica prévia.

Como é feita a histerossalpingografia na prática?

O exame é realizado em ambiente com equipamento de imagem radiológica. Conhecer cada etapa ajuda a chegar mais tranquila no dia. Você pode saber mais sobre o procedimento na página da histerossalpingografia.

Passo a passo do procedimento

A paciente é posicionada de forma semelhante a um exame ginecológico. Um cateter fino é introduzido pelo colo do útero e o contraste iodado é injetado lentamente. As imagens são adquiridas enquanto o contraste percorre a cavidade uterina e as trompas.

Quanto tempo dura e o que a paciente sente

O exame tem duração média de 10 a 20 minutos. Durante o procedimento, é comum sentir uma cólica leve a moderada e uma sensação de pressão — semelhante à cólica menstrual. O desconforto é passageiro e tende a ceder logo após o término.

Histerossalpingografia dói?

A dor varia de mulher para mulher. A maioria descreve o desconforto como tolerável. O médico solicitante pode orientar o uso de analgésico antes do exame para minimizar o desconforto — siga sempre a prescrição recebida.

Qual é o preparo para a histerossalpingografia?

O preparo é simples, mas precisa ser seguido corretamente para garantir a qualidade das imagens.

Melhor dia do ciclo menstrual

O exame é feito preferencialmente na primeira fase do ciclo, após o término da menstruação e antes da ovulação. Esse período reduz o risco de realização do exame em uma gravidez inicial ainda não detectada.

Jejum, medicamentos e recomendações

Em geral, não é necessário jejum. Porém, o médico pode prescrever analgésico e, em alguns casos, antibiótico preventivo. Siga rigorosamente as orientações individuais recebidas na consulta.

O que o resultado da histerossalpingografia pode mostrar?

O laudo descreve as condições da cavidade uterina e das trompas. A interpretação final deve sempre ser feita pelo ginecologista, considerando o contexto clínico completo.

Trompas pérvias (abertas)

Quando o contraste flui livremente pelas trompas e se dispersa na cavidade abdominal, o resultado indica trompas pérvias — ou seja, sem obstrução. A investigação de infertilidade segue para outras causas, como fatores hormonais, ovulatórios ou masculinos.

Obstrução ou alterações na cavidade uterina

Quando há interrupção do fluxo do contraste, pode haver obstrução total ou parcial de uma ou ambas as trompas. O laudo também pode identificar alterações na forma da cavidade uterina. Nesses casos, exames complementares ou avaliação especializada podem ser necessários.

Qual a diferença entre histerossalpingografia e histerossonografia?

Embora ambos avaliem o útero, os métodos são diferentes.

Quando cada exame é mais indicado

A histerossalpingografia utiliza raio-X com contraste iodado e é o principal exame para avaliar a permeabilidade das trompas. Já a histerossonografia é feita com ultrassom e instilação de solução salina ou espuma, sendo mais recomendada para a análise detalhada da cavidade uterina.

Vantagens e limitações de cada método

A histerossalpingografia envolve baixa exposição à radiação e é amplamente disponível. A histerossonografia não utiliza radiação e oferece boa visualização de alterações intracavitárias, como pólipos e miomas. A escolha entre os dois depende da hipótese clínica e da orientação do médico assistente.

Histerossalpingografia: o que é, como é feita e quando o médico indica na investigação de infertilidade

Quais são os próximos passos após o exame?

Quando o resultado é normal

Trompas abertas não encerram a investigação. O ginecologista costuma seguir avaliando outros fatores — como reserva ovariana, ovulação e análise do sêmen do parceiro — para identificar a causa da dificuldade de engravidar.

Quando há alteração nas trompas

Dependendo do tipo e da extensão da alteração, o médico pode indicar avaliação cirúrgica ou encaminhamento para reprodução assistida. Essa decisão é individualizada e considera todo o histórico da paciente. Conheça também os outros exames de imagem da mulher que podem complementar essa investigação.

FAQ — Perguntas frequentes sobre histerossalpingografia

Precisa de anestesia para fazer histerossalpingografia?

Não. O exame geralmente é realizado sem anestesia geral. O médico pode recomendar um analgésico oral antes do procedimento para reduzir o desconforto.

Posso trabalhar normalmente depois do exame?

Na maioria dos casos, sim. A paciente pode retomar as atividades no mesmo dia, salvo orientação médica diferente. Um leve desconforto residual pode ocorrer nas primeiras horas.

Quanto tempo demora para sair o laudo?

O prazo varia conforme o serviço, mas costuma ser disponibilizado em poucos dias. É importante levar o laudo à consulta de retorno para que o ginecologista faça a interpretação adequada.

Existe risco ou contraindicação?

O exame é contraindicado em casos de gravidez suspeita, infecção pélvica ativa e alergia conhecida ao contraste iodado. Informe o médico sobre qualquer condição de saúde antes de realizar o procedimento.

Converse com uma especialista em imagem da mulher

Investigar a infertilidade exige cuidado, precisão e acolhimento em cada etapa. A histerossalpingografia é um exame fundamental nesse processo — e realizá-la com orientação adequada faz toda a diferença na qualidade do resultado e na sua experiência.

Se você recebeu indicação do exame ou ainda tem dúvidas sobre o próximo passo, converse com uma especialista em imagem da mulher para entender o passo a passo e realizar o exame com segurança.

Dra. Flávia Mansur Starling
CRM: 105273 MG l 210663 SP
RQE: 64901 MG l 131321 SP


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